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Kurumin

Kurumin


Captura de tela
Kurumin 7.0r3
Desenvolvedor Carlos Morimoto e outros
Arquiteturas x86
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Versão estável 8.0.6 NG / 18 de junho de 2008; há 17 anos
Língua natural Português, Multilíngue
Mercado-alvo falantes da língua portuguesa
Família Debian
Núcleo Linux
Método de atualização dpkg
Gerenciamento de pacotes APT
Interface KDE
Licença GNU GPL / Outras
Estado do desenvolvimento Descontinuado
Website www.hardware.com.br/kurumin/ (em português)., acessado pela última vez há 568 semanas
Origem comum Knownlyx archive image Brasil
Portal do Software Livre

Kurumin Linux foi uma distribuição Linux baseada no Knoppix, projetada para o público brasileiro.

Inicialmente o seu desenvolvedor, Carlos E. Morimoto, deu início ao projeto apenas para fins de uso pessoal; porém, ao anunciar a sua criação no seu site, um grande público demonstrou interesse pelo projeto, o que incentivou Morimoto a levar o projeto adiante. Segundo o site DistroWatch, Kurumin era a distribuição Linux mais popular no Brasil.[1]

O Kurumin foi oficialmente descontinuado no início de 2008. Houve uma tentativa de continuidade liderada por Leandro Soares, o Kurumin NG, que terminou de maneira tumultuada.[2]

Etimologia

O nome kurumin vem da língua tupi, onde "curumim" significa “menino”, “criança”, em uma alusão a uma distribuição Linux mais leve e simples, para iniciantes no sistema. A letra k no início da palavra é uma referência ao Knoppix.

Características

O intuito do Kurumin era ser uma distribuição destinada ao uso em desktops, para o usuário médio. Apesar disto, o Kurumin não incluia drivers para uma grande variedade de modems, suporte a vários formatos de vídeo, incluindo Divx e Windows Media e uma ferramenta para instalar suporte a Flash. A principal filosofia de design era simplificar ao máximo o uso e configuração do sistema. Seguindo esta linha, o Kurumin era uma das primeiras distros a adotar o Português do Brasil como língua primaria.

O Kurumin era baseado no Knoppix, no Kanotix e no Debian, portanto mantém compatibilidade com os pacotes.deb que poderiam ser encontrados no Debian ou em vários outros lugares. Também era possível instalar programas automaticamente pela Internet usando o apt-get.

O Kurumin também poderia ser usado como um CD de recuperação de arquivos ou de partições danificadas. Ele incluia ferramentas como o Dosfsdisk e o Fsck, que permitiam analisar o sistema de arquivos do HD, e corrigir erros.

E além disso, o Kurumin trazia junto com ele o Gparted, um particionador gráfico, em português, que permite redimensionar, criar e deletar partições Linux (ext2, ext3, reiserfs) e partições Windows (FAT32 e NTFS), e outras (XFS).

Legado

O Kurumin foi oficialmente descontinuado em 2008, encerrando o desenvolvimento da distribuição.

"O Kurumin é uma distribuição Linux desenvolvida pela equipe do Guia do Hardware e colaboradores, com o objetivo de ser um sistema fácil de usar, voltado especialmente para iniciantes e ex-usuários do Windows. Originalmente o Kurumin foi desenvolvido com base no Knoppix, passando em seguida a utilizar também componentes do Kanotix e outros projetos, além de ser baseado nos pacotes do Debian. Todos os componentes e scripts usados são abertos, o que possibilitou também o surgimento de versões modificadas do sistema.

[...]

Apesar de ter feito um grande sucesso e ter sido durante algum tempo uma das distribuições mais usadas no país, o projeto acabou falhando em atrair um grupo de desenvolvedores interessados em participar de forma ativa do desenvolvimento. Este e outros fatores (entre eles a justificada cobrança em torno de novos recursos e melhorias) acabaram fazendo com que o projeto fosse descontinuado em 2008.

[...]

Entre março de 2008 e janeiro de 2009 foi feita uma desastrada tentativa de continuação por parte do Leandro Soares, que acabou ridicularizando (http://www.guiadohardware.net/noticias/2009-01/49821F24.html) o nome do projeto. Devido a isso, novas propostas de continuidade passaram a ser polidamente rejeitadas. Com o encerramento do projeto, recomenda-se o uso de distribuições bem estabelecidas, como o Ubuntu, o Kubuntu e o Mandriva, além do próprio Debian estável, que pode ser usado de maneira bastante eficiente em desktops, depois de configurado."

Além dos motivos alegados pelo seu criador, outra razão decisiva é a superação com o tempo por outras distribuições. Com o surgimento e popularização de distribuições tal qual Ubuntu, Majaro, e Fedora, o Kurumin aos poucos foi perdendo seu espaço. Estas distribuições, por sua vez, possuiam esforços conjuntamente de empresas, como Canonical e IBM.[carece de fontes?]

Referências

  1. Estatísticas do Distrowatch para o Brasil (distrowatch.com)
  2. «Sobre a (des)continuidade do Kurumin NG». Guia do Hardware. 5 de fevereiro de 2009. Consultado em 27 de março de 2024. Arquivado do original em 5 de fevereiro de 2009 

Ligações externas

Knownlyx archive image
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